ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA MORBIMORTALIDADE POR DIFTERIA NO BRASIL POR REGIÕES ENTRE 2010 E 2014

Lucas Pereira Moura, Ochadai Menezes, Luiz Alberto Barretto Junior

Resumo


A difteria é uma doença infecciosa aguda causada pelo Corynebacterium diphtheriae, um bacilo Gram-positivo pleomórfico, imóvel, não encapsulado e não esporulado. O micro-organismo infecta, inicialmente, o trato respiratório, onde provoca laringite (tipicamente uma forma pseudomembranosa) e/ou tonsilofaringite, e a pele, onde é responsável por uma variedade de lesões. Caso a cepa da infecção seja produtora de exotoxina, podem seguir-se miocardite e neurite. Este trabalho teve como objetivo descrever e comparar dados epidemiológicos da morbimortalidade por difteria no período entre 2010 e 2014 no Brasil considerando sua divisão regional. Trata-se de um trabalho de corte transversal, retrospectivo e descritivo, onde foram coletados dados sobre as internações, média de permanência em internação e taxa de mortalidade por difteria no período de janeiro/2010 a dezembro/2014 disponíveis na base de dados DATASUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde). No Brasil, foi observado o registro de 725 internações no período analisado. Em ordem descrente por número de casos, as regiões representaram: Norte (N) 28,68% (208), Sudeste (SE) 26,34% (191), Nordeste (NE) 20,13% (146), Sul (S) 15,72% (114), Centro-Oeste (CO) 9,10% (66). A média nacional de permanência em internação foi de 9,3 dias e a análise por regiões, em ordem decrescente (média em dias) mostrou: CO (11,7), SE (11,1), N (9,6), NE (7,3), S (6,9). A taxa de mortalidade média no país foi de 26,48 por 100 casos e, as regiões que apresentaram elevadas taxas foram: N (54,81), SE (20,94), NE (14,38), S (10,53) e CO (7,58). A distribuição das internações e da taxa de mortalidade no Brasil suscitam mais estudos para investigar o comportamento da difteria no país e promover eficiente manejo pelos diversos centros de Saúde. Então, este estudo evidencia que é preciso capacitar a atenção básica para o rápido diagnóstico e estimular políticas de promoção à Saúde, enquanto a sociedade civil não articular as melhorias sanitárias necessárias.

 


Palavras-chave


Difteria. Infectologia. Saúde Coletiva. Internamento

Texto completo:

200-203

Referências


Protocolo de Vigilância Epidemiológica da Difteria. Disponível em: http://www.vigilanciaemsaude.ba.gov.br/sites/default/files/vigilancia_epidemiologica/imunopreveniveis/arquivo/2013/03/31/Protoloco%20Difteria%20revisado%2022032012%5B1%5D.pdf. Acessado em 23 de setembro de 2015.

DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS: GUIA DE BOLSO.Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf. Acessado em 24 de setembro de 2015.

SÃO PAULO, Edgar De Bortholi Santos. Estimativa da Prevalência de Anticorpos Antidiftéricos na População do Município de São Paulo, em Amostragem Populacional Estratificada, Randomizada por Sorteio Aleatório e Coleta Domiciliar. 2003. 30 pg. Dissertação de mestrado (Pós–Graduação em Infecções e Saúde Pública) - Instituto de Pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.

Faculdade de Tecnologia e Ciências, FTC.